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Groupie – Eu também já fui!

Hollywood Rock – Edição São Paulo – Fui convidada pela rádio que trabalhava a entrevistar as bandas. Minha sorte é que naquela época eram raros os locutores que falavam inglês fluente e apesar da minha imaturidade profissional, resolveram apostar em mim e me jogaram no meio daquele bando de roqueiros cabeludos. Holy Jesus Christ!

No início senti medo. Medo de gaguejar, de  falar algo que soasse tiete demais ou mesmo de trocar nomes, dar bola fora. Eram muitos homens cabeludos das bandas misturados aos roadies também cabeludos…

Na primeira entrevista por alguns instantes, o idioma sumiu da minha cabeça… eu só conseguia  dizer “hi… so glad to see you…”, foda.

Mas aos  poucos fui me ambientando (e adorando) os bastidores. Consegui perguntar coisas  íntimas dos caras, outras super indiscretas mesmo (como por exemplo, qual era o cheiro que ficava a calça de couro depois  do show…rs) e eles  gostaram do meu jeito “novata esforçada, debochada e sem noção”. Rendi mais de 10 horas de material aproveitado pela rádio em 3  dias de festival.

Meu saldo também foi positivo. Beijei o baterista de uma banda. Tive o prazer de sentir aquele cabelo cheiroso, de pegar sua baqueta e ainda ganhei um brinco de  presente. Pena que eu sou tão estúpida que quando namorei um cabeludo dei de presente pra ele.

Mas aquele baterista tinha a língua mais invasiva que eu já conheci, a barriga mais definida, a voz mais grave e levemente rouca… Que maravilha… (suspiro) – ele soube como poucos me provocar até que eu pedisse clemência. Ainda bem que ele não teve pena de mim.

Foi a primeira vez que alguém me colocou de pé, em frente ao espelho, para que eu o admirasse me tocando. Depois de 30 segundos  de timidez, senti como era bom olhar pra ele me abraçando por trás, alisando meu corpo com as mãos, abrindo botões e subindo a saia. Vi sua lingua percorrendo meu pescoço, nuca e seios.

Era uma mistura louca de êxtase com vertigem – meu corpo ficou amolecido e ele conseguia passar a mão em mim e me apoiar ao mesmo tempo, enquanto dizia frases como “olhe que delícia eu lambendo você!”, “como você está quente, veja o que vou fazer com esse gelo, com esse vinho…”.

De fato  ele soube me conduzir. Me deixou de um jeito que eu permitiria que fizesse o que desejasse de mim. Por poucas vezes na vida fiquei tão entregue assim e confesso que sinto medo. Mas na hora não pensava em nada, era só sentir…

Ele me deitou no sofá, de frente para o espelho, no melhor estilo voyer.

- Toque seu corpo para  eu ver. – ele pediu. Olhei dentro dos olhos dele e me masturbei.

Foi aí que conheci “the tongue power”… unforgetable… Parecia que ele tinha um pau dentro da boca! Aquelas preliminares foram de enlouquecer.  Mas uma vez “dentro”, ele  gozou absurdamente rápido. E culpou  a camisinha. Ninguém é perfeito… mas  nem esquentei, afinal o jogo acabou em pelo menos 3 a 1.


3 Respostas para “Groupie – Eu também já fui!”


  1. Março 11, 2008 às 12:46 pm

    Tem certeza que esse da língua nao era o Gene Simmons??
    Não… ele é muito feio rsrs

  2. 2 barbara
    Setembro 2, 2008 às 1:10 am

    amiga vc escreve absurdamente bem, fico doida só de ler..

  3. 3 Sarah Deever
    Setembro 2, 2008 às 1:48 am

    Murdock. Não era ele não… realmente, é feio demaaaais! rs – esse era batera!

    Barbara… valeu! :-)
    Divirta-se bastante!


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